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Ambulancha do SAMU que havia sido roubada é encontrada em Igarapé

Ambulancha do SAMU que havia sido roubada é encontrada em Igarapé

Manaus — Neste sábado (13), uma embarcação com características semelhantes à “ambulancha” do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Fluvial foi encontrada abandonada em um igarapé. A unidade tinha sido furtada há poucos dias da sua base de operações no Porto do São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus.

Imagens registradas por populares que descobriram a embarcação revelaram o nível de destruição e os danos ao serviço de saúde pública. A estrutura foi inteiramente “depenada” por criminosos em uma área de mata densa e de difícil acesso.

O Desmanche Planejado

Segundo informações iniciais, a embarcação foi puxada para o igarapé especificamente para ser desmontada longe da vista das autoridades. Essa unidade aquática operava como uma verdadeira UTI flutuante, mas foi esvaziada totalmente. Os criminosos levaram:

O planejamento meticuloso do crime chama atenção, pois a ação no Porto do São Raimundo foi furtiva, sem a utilização de violência ou ameaça direta aos servidores que estavam de plantão na base de atendimento.

Investigações em Andamento

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) se manifestou por meio de nota, informando que uma equipe técnica e pericial está realizando a identificação oficial do casco encontrado para confirmar, de fato, se é a ambulancha furtada. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) já assumiu a investigação e deu início às diligências para identificar a quadrilha especializada nesse tipo de furto, recuperar os valiosos equipamentos médicos e localizar os receptadores dos motores roubados.

Implicações nas Comunidades Ribeirinhas

O furto da ambulancha não representa apenas um prejuízo financeiro aos cofres públicos, mas gera um impacto insubstituível na saúde pública da região. “Não é apenas um barco que foi roubado, é a chance de sobrevivência de muitas famílias que vivem isoladas.” As ambulanchas do Samu Fluvial são frequentemente a única esperança de socorro rápido para moradores de comunidades ribeirinhas ao redor de Manaus, atuando no resgate de vítimas de acidentes, picadas de animais peçonhentos, infartos e no transporte de grávidas em trabalho de parto complicado. A retirada de uma unidade de operação sobrecarrega o sistema e aumenta perigosamente o tempo de resposta aos chamados de urgência nas águas amazônicas.

A precariedade no sistema de saúde pública, já bastante afetado pela distância e a logística demandada nas regiões ribeirinhas, agrava o cenário de emergências. A necessidade de um planejamento mais rigoroso nas operações de segurança e de saúde é evidente, uma vez que o papel das ambulanchas vai muito além de um simples transporte. Elas são, na verdade, âncoras de esperança e sobrevivência em situações emergenciais.

É fundamental que as autoridades intensifiquem as medidas preventivas e reativas, buscando não apenas recuperar a embarcação e os equipamentos subtraídos, mas também atuando na prevenção de novos crimes desse tipo. O investimento em segurança nas bases de ambulâncias aquáticas e a conscientização da população sobre a importância desses serviços podem ser passos importantes para minimizar os riscos de novas ocorrências.

Portanto, o roubo não só afeta o serviço imediato, mas reverbera em toda a comunidade ribeirinha, que já enfrenta desafios diários em acesso à saúde. A colaboração entre as autoridades de segurança pública, saúde e a comunidade se torna cada vez mais essencial para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em regiões remotas e carentes. Somente por meio de esforços conjuntos será possível garantir que esses serviços essenciais continuem a beneficiar as populações vulneráveis, assegurando, dessa forma, a preservação da vida e a saúde de quem mais precisa.

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