Manaus – O silêncio do sargento da Polícia Militar e vereador Salazar sobre a prisão do major da PM Douglas Araújo Moura, flagrado em São Paulo com R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo dentro de malas, tem causado estranhamento e levantado críticas sobre a coerência do parlamentar que costuma se apresentar como fiscal da moralidade nas redes sociais.
O vereador, conhecido por vídeos inflamados e discursos de “tolerância zero” contra irregularidades, construiu sua imagem política cobrando transparência e responsabilização. Contudo, quando o escândalo envolve um oficial da própria Polícia Militar do Amazonas, o tom combativo desaparece, dando lugar a um silêncio que muitos classificam como suspeito.
Silêncio em meio ao escândalo
A prisão do major ganhou repercussão nacional e mobilizou autoridades em São Paulo, levantando questionamentos sobre a origem do dinheiro apreendido. Apesar da gravidade do caso, o vereador, que raramente perde a oportunidade de criticar seus adversários, não fez qualquer manifestação pública. “Cadê a lacração? Cadê a marretada?”, questionam internautas nas redes sociais.
A percepção de militância seletiva
Nos bastidores da política e na internet, cresce a percepção de uma militância seletiva. A rigor e indignação parecem ser exibidas apenas quando o alvo é conveniente, mas se tornam cautela quando o episódio envolve integrantes da própria corporação ou figuras próximas. Essa dualidade nas reações fragiliza a imagem de quem atua de forma incisiva em outros casos.
A importância da coerência
Analistas apontam que a credibilidade de quem constrói uma carreira política baseada em denúncias e discursos moralistas depende da coerência em suas ações. Quando o silêncio surge em casos de grande repercussão, a dúvida que fica é inevitável: isso se trata de prudência, estratégia ou apenas conveniência? Até agora, Salazar segue em silêncio, o que é um contraste gritante para quem sempre fez barulho ao cobrar explicações dos outros.




