Manaus – A Operação Usura, iniciada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) em cooperação com a Polícia Civil, teve como foco desarticular uma organização criminosa envolvida em agiotagem e extorsão. Entre os alvos da operação estava o policial militar Marcio Roberto Ribeiro Coutinho, conhecido como “Cara de Sapato”, que já havia sido preso anteriormente por sua associação com o grupo criminoso.
A investigação começou há cerca de quatro meses, após uma denúncia de uma servidora do Poder Judiciário. Essa denúncia revelou que o grupo tinha um foco específico: servidores públicos. O Gaeco identificou uma estrutura criminosa complexa, concedendo empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, colocando-os em uma armadilha financeira com juros exorbitantes de 30% a 70% ao mês. Para garantir o pagamento dessas dívidas, os criminosos utilizavam táticas de intimidação psicológica severas.
Prisão e Ações da Operação Usura
Sobre a liderança do promotor de Justiça André Epifânio e do coordenador do Gaeco, Leonardo Tupinambá, a operação mirou 24 pessoas físicas e jurídicas. A operação envolveu, além do policial militar, a investigação de três advogados que foram alvo de buscas devido à sua ligação com os investigados. Foram cumpridos dois mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão em diversos bairros de Manaus, como Japiim e Ponta Negra.
Durante essas diligências, uma das pessoas com mandado de prisão não foi localizada, permanecendo foragida. No entanto, duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas por desacato. O resultado das apreensões incluiu dois veículos, joias, documentos e aparelhos celulares. Além disso, as autoridades também determinaram o bloqueio judicial das contas bancárias dos envolvidos.
Ações de Investigação e Apreensões
Um dos pontos importantes da operação foi a localização de aproximadamente R$ 160 mil em espécie. Este valor ainda está sendo verificado oficialmente. Até agora, não há uma estimativa precisa do prejuízo total causado pela quadrilha nem do período exato em que atuaram. As investigações continuam em sigilo, visando identificar novas vítimas e quantificar os danos.
A estrutura organizada da quadrilha evidenciou um modus operandi que não apenas prejudicou financeiramente suas vítimas, mas também teve impactos psicológicos profundos. As táticas de intimidação e os altos juros cobrados configuram um cenário alarmante, que exige a atenção das autoridades e da sociedade.
Consequências e Progresso nas Investigações
É fundamental que a comunidade esteja ciente não apenas das práticas de agiotagem, mas também da importância de denunciar atividades suspeitas. A atuação do MPAM e do Gaeco é um passo significativo na luta contra o crime organizado no Amazonas, destacando a necessidade de vigilância constante e ação colaborativa entre diferentes órgãos quando se trata de combater a criminalidade.
As apurações seguem com o objetivo de desmantelar completamente a estrutura criminosa e levar os envolvidos à justiça. A operação também ressalta a importância da proteção a servidores públicos e cidadãos contra práticas abusivas como as de agiotagem. A esperança é de que essa ação represente um marco no fortalecimento da segurança pública e na proteção dos direitos dos cidadãos em Manaus.

