O julgamento de Valmir Rodrigo Pegoraro, acusado de matar a própria filha, a bebê Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, teve início nesta sexta-feira (10) no fórum de Ponte Serrada, em Santa Catarina. Valmir responde por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. O caso gerou comoção em todo o estado.
A sessão acontece em júri popular e está sob segredo de justiça, com acesso restrito ao público e à imprensa. A formação do conselho de sentença inclui sete jurados, sendo cinco mulheres e dois homens, escolhidos por sorteio. O início do julgamento foi adiado devido à chegada da defesa.
Crime registrado após briga familiar
As investigações da Polícia Civil revelam que o crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na zona rural de Abelardo Luz. Valmir teria discutido com a companheira, movido por ciúmes, durante uma visita à família.
No auge da discussão, ele pegou a filha no colo e se dirigiu a uma área de mata. Apesar dos esforços da família para contê-lo, Valmir conseguiu se afastar. A mãe havia amamentado a criança minutos antes do incidente.
Segundo as autoridades, na mata, ele cometeu o ato contra a vida da filha. Não satisfeito, tentou também tirar a própria vida, mas não teve sucesso.
Confissão do réu e mobilização na busca
O desaparecimento de Hosana mobilizou rapidamente familiares e forças de segurança. Naquela noite, Valmir contatou parentes e confessou o crime por telefone. Após negociação, ele se entregou às autoridades.
No dia seguinte, o corpo foi encontrado em uma área rural, encerrando as buscas que envolveram a comunidade local.
Expectativas em relação ao julgamento
Antes do início do julgamento, Marielly Pegoraro, filha mais velha de Valmir, se pronunciou aos meios de comunicação. Em meio a um relato emocional, afirmou que espera justiça, mas que a família não abandonará o réu.
Ela declarou: “O que ele fez, tem que pagar”, ressaltando, no entanto, que não defende o crime, mas lembra de momentos em que ele esteve presente em sua vida. Outros familiares também relataram a relação conturbada entre Valmir e a mãe da criança, caracterizada por separações e brigas frequentes.
A sessão continua, e testemunhas devem ser ouvidas enquanto vídeos com depoimentos ao longo da investigação serão apresentados. O júri não possui previsão para o término, e o caso continua em foco na comunidade, dada a gravidade das acusações e o impacto da tragédia.

