Ícone do site Diário do Amazonas

Caso Benício: diretores indiciados por homicídio culposo em Manaus

Caso Benício: diretores indiciados por homicídio culposo em Manaus

Em um caso de negligência médica trágica, o Hospital Santa Júlia em Manaus é alvo de investigações após a morte do pequeno Benício, de apenas 6 anos. O inquérito concluiu que houve uma série de falhas que culminaram na fatalidade, levando à responsabilização de diretores e profissionais de saúde. A pesquisa detalhou a tragédia, revelando uma cadeia de erros que resultaram em uma devastadora perda familiar.

Responsabilidade dos Diretores

Os diretores Antônio Guilherme Macedo e Edson Sarkis Júnior foram indiciados por homicídio culposo, evidenciando que a má gestão e a falta de investimentos em segurança foram determinantes para a morte de Benício. A equipe de investigação revelou que a estrutura do hospital estava comprometida, com poucos profissionais de saúde disponíveis no dia do incidente. A ausência de um farmacêutico também foi uma falha crítica que contribuiu para a tragédia.

Erro Médico Fatal

O quadro clínico de Benício parecia leve, com apenas tosse seca, mas um erro grave ocorreu quando a médica Juliana Brasil prescreveu uma injeção de adrenalina IV em vez da inalação indicada. A técnica de enfermagem, Raiza Bentes, seguiu a prescrição errada, ignorando alertas da mãe da criança e outras orientações profissionais. A injeção resultou em uma overdose, levando o menino a falecer 14 horas depois na UTI.

Descaso e Negligência

O inquérito não só expôs a responsabilidade dos médicos, mas também detalhou comportamentos perturbadores, como o ato da médica de vender maquiagem enquanto Benício lutava pela vida. Além do homicídio, a médica enfrenta acusações de falsidade ideológica e fraude processual, tentando manipular as evidências que poderiam incriminá-la. Os pais, Bruno e Joyce, permanecem em busca de justiça enquanto preservam as memórias de seu filho em sua rotina diária.

Sair da versão mobile