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Saiba quem são os advogados e empresas acusados na fraude ICMS

Saiba quem são os advogados e empresas acusados na fraude ICMS

Uma recente operação batizada de Operação Distrato revelou um sofisticado esquema de sonegação de impostos que impactou o setor jurídico e empresarial em São Paulo e no Paraná. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) executou a ação para investigar fraudes relacionadas ao pagamento do ICMS, resultando em um prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. As investigações apontaram para um planejamento tributário agressivo, sendo que escritórios de advocacia e consultorias teriam iludido empresários com a promessa de redução de impostos.

O Escândalo das Consultorias Falsas

As fraudes implementadas por essas consultorias consistiam na venda de créditos tributários com deságio, garantidos como legais por intermédios que mencionavam autorização da Secretaria da Fazenda. Contudo, esses créditos eram lastreados em empresas inapatas, falidas ou ações sem validade econômica. O impacto dessa operação abrangeu diversos grupos econômicos, sendo que três deles se destacaram nas investigações: Nelson Wilians, Alpha e DMC.

Detalhes da Operação Distrato

A Operação Distrato cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em escritórios e consultorias suspeitas de envolvimento nas fraudes. Identificou-se que um total de 752 empresas podem estar irregulares, levando ao desvio significativo de recursos. A magnitude da operação ilustra a intensidade das ações contra o crime organizado, que frequentemente se oculta sob a fachada de consultorias legais. Além disso, empresas participantes deixaram de pagar o devido imposto ao Estado, repassando comissões que chegavam a 70% dos valores economizados aos arquitetadores da fraude.

Grupos Econômicos Envolvidos

Entre os grandes alvos estão os grupos econômicos Nelson Wilians, Alpha e DMC, que operam com diversas sociedades de advogados e empresas de assessoria. O grupo NW, liderado por Nelson Wilians, expunha várias entidades, como a DPAW Assessoria e a Valestra. O grupo Alpha, por sua vez, fazia referências à massa falida da Nortel Networks. Já o DMC citava precatórios de desapropriações de décadas passadas. A operação visa responsabilizar todos os envolvidos nas esferas administrativa, cível e penal, e a defesa do grupo Nelson Wilians afirmou estar colaborando na resolução da investigação.

Os impactos dessa operação não se restringem apenas às implicações financeiras. Há um clamor para que o setor jurídico se reafirme como um agente de ética e responsabilidade social. Sendo assim, o Cira continua a detalhar suas análises probatórias e a capturar evidências que reforçam a necessidade de um rigoroso combate a práticas fraudulentas.

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