No sábado (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe representantes de 12 nações latino-americanas em seu resort de golfe em Doral, Florida, para o primeiro encontro do recém-criado “Escudo das Américas”. Este evento, que prioriza alianças políticas, não inclui o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, evidenciando uma estratégia clara de alinhamento político dos EUA na região.
Objetivos do Escudo das Américas
A cúpula tem como objetivo principal compartilhar cooperação mútua entre os aliados latino-americanos dos Estados Unidos, uma iniciativa que, de acordo com Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, visa “promover a liberdade, a segurança e a prosperidade” no continente. Os temas centrais da pauta incluem:
- Soberania e Geopolítica, com um foco na prevenção da interferência de potências estrangeiras nas Américas.
- Segurança Pública, buscando desenvolver estratégias colaborativas contra gangues, cartéis e o narcoterrorismo.
- Controle Migratório, com ações para conter a imigração ilegal em direção aos Estados Unidos.
Alinhamento Político à Direita
A reunião também demonstra uma tendência ideológica, reunindo líderes da direita política na América Latina. Entre os destaques presentes estão:
- Javier Milei, Presidente da Argentina
- Nayib Bukele, Presidente de El Salvador
- José Antonio Kast, Presidente eleito do Chile
A participação de figuras políticas alinhadas à direita reflete um movimento de estreitamento de laços, enquanto exclui perspectivas progressistas ou de esquerda.
Exclusões e Implicações
A ausência de Lula e de outros líderes centrais como Claudia Sheinbaum (Presidente do México), Gustavo Petro (Presidente da Colômbia) e Delcy Rodríguez (Presidente interina da Venezuela) sinaliza uma mudança significativa na diplomacia americana. Ao priorizar a segurança em detrimento do peso econômico, os EUA estão redesenhando suas relações na região. O não convite a Brasil e México, mam maiores economias da América Latina, pode gerar repercussões na dinâmica política continental.

