Tragédia na Flórida: fechamento de “Sloth World” após mortes

Tragédia na Flórida: fechamento de "Sloth World" após mortes

Mundo – O Sloth World, que tinha como proposta ser um verdadeiro santuário de conservação na International Drive, em Orlando, se transformou em um cenário de desespero e negligência. Anunciando seu fechamento definitivo antes mesmo da inauguração, o empreendimento chocou a todos após a confirmação da morte de 31 bichos-preguiça sob seus cuidados.

A notícia repercutiu na comunidade brasileira, que considera Orlando como um de seus destinos preferidos, levantando questões sobre a ética das atrações que mantêm animais silvestres na Flórida.

Saiba mais sobre a realidade do Sloth World

No seu material promocional, o Sloth World se posicionava como uma instituição dedicada à preservação, prometendo que a venda de ingressos financiaria centros de reabilitação na América do Sul e estudos científicos rigorosos. A empresa assegurava que os animais desfrutavam de um ambiente protegido, com cuidados veterinários especializados.

No entanto, um relatório da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) apresentou uma realidade alarmante. Nele, 21 preguiças vindas da Guiana morreram devido ao “choque térmico”, causado por temperaturas extremas. Além disso, 10 preguiças do Peru chegaram em estado crítico: duas já estavam mortas no desembarque e as restantes estavam debilitadas e faleceram logo depois.

As inspeções realizadas no condado de Orange mostraram fotos de um armazém no qual os animais eram mantidos em gaiolas, em situações que contradizem a imagem de “luxo” prometida pelos operadores do empreendimento.

Um problema de saúde ou falta de cuidados?

O proprietário, Ben Agresta, refutou as alegações de maus-tratos, alegando a presença de um “vírus desconhecido e indetectável” como causa dos problemas. Embora tenha defendido sua equipe de “embaixadores”, ele confirmou que a atração não abrirá suas portas e que a empresa está em processo de falência.

Esperança para os sobreviventes

Nem tudo está perdido. Treze bichos-preguiça sobreviventes foram transferidos para o Central Florida Zoo & Biological Gardens, onde chegaram desidratados e abaixo do peso, mas já mostram sinais de recuperação com os cuidados adequados. Um caso em particular é o de Bandit, que ainda não consegue se locomover em galhos e é mantida em um ambiente acolchoado para evitar quedas.

Segundo Richard E. Glover, CEO do zoológico, a equipe garante que os animais receberão a melhor nutrição possível durante a recuperação. Esses bichos-preguiça permanecerão em quarentena por pelo menos 30 dias e não estarão visíveis ao público nesse período. Este caso serve como um alerta para turistas brasileiros sobre a importância de pesquisar a procedência e as certificações de atrações que utilizam animais para entretenimento nos Estados Unidos.