Em meio à crise do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB), novas informações revelam detalhes preocupantes sobre a governança das instituições financeiras. As mensagens obtidas pelo portal Metrópoles sugerem que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já estava se preparando juridicamente para a liquidação do Master antes mesmo da intervenção oficial estabelecida pelo Banco Central.
Preparações para a liquidação
No dia 29 de setembro de 2025, Paulo Henrique Costa enviou uma mensagem ao então diretor jurídico do BRB, Jacques Veloso, solicitando que fossem definidas as estratégias jurídicas para o cenário de liquidação do Master. Este pedido veio pouco tempo depois da recusa do Banco Central em aprovar a aquisição do Master pelo BRB, quando já havia a absorção de carteiras de crédito de alto risco. Este período mostra que custou ao banco brasiliense um planejamento crítico para enfrentar a crise.
Intervenção do Banco Central e Operação Compliance Zero
A situação aprofundou-se em 17 de abril de 2026, quando a Polícia Federal lançou a Operação Compliance Zero, resultando na prisão de Costa, que foi acusado de receber R$ 146,5 milhões em propinas disfarçadas de imóveis de luxo. A urgência das ações e a supervisão perdida levantam questionamentos sobre a capacidade de gestão do BRB na época e sobre o conhecimento do quadro de insolvência do Master por parte da alta cúpula.
Respostas e consequências
Jacques Veloso, em sua defesa, afirmou que a solicitação de Costa levou à formação de reuniões e à contratação de advogados especializados para mitigar riscos potenciais ao BRB. Essas medições foram interpretadas como tentativas de resguardar os interesses do banco em um cenário percebido como instável. Mesmo assim, a rapidez com que foram aprovados documentos relacionados às carteiras de crédito levanta questões sobre a governança e a transparência durante a gestão de Costa.
Esses eventos culminaram na criação de grupos internos para avaliar e proteger o patrimônio do BRB após a oficialização da liquidação, deixando à mostra um ambiente de incertezas e questionamentos sobre a prática administrativa da instituição.




